VICTOR CORAZZA
Há um tipo de profissional que escolhe, quase por vocação, o ofício mais silencioso da casa. Victor Corazza é um deles. Começou pela edição e pela pós-produção — aquela cozinha discreta em que a história, depois de tudo, ganha o seu ritmo final — e foi ali, entre cortes e frames, que afinou o olhar para a montagem, continuidade e construção narrativa. Assinou trabalhos em publicidade, moda, cinema e indústria musical, sempre tendo a linguagem cinematográfica como espinha dorsal do ofício.
Nos últimos tempos, mergulhou na interseção entre o audiovisual tradicional e a IA generativa — aquele território novo e ainda meio sem fronteiras, em que o “feito à mão” encontra a velocidade das novas ferramentas e cada prompt funciona como uma lente nova diante da câmera.
Hoje, combina o domínio clássico da pós-produção com o repertório expandido das tecnologias emergentes para entregar conteúdos que conseguem o mais difícil: preservam a alma da narrativa enquanto exploram formas inéditas de filmar, montar e contar histórias. Porque, no fim do dia, a ferramenta muda. A boa história, não.
